Logo

Avaliação da produção de espécies reativas de oxigênio por Microscopia Fluorescente em Tape Stripping: Uma Abordagem In Vivo Não Invasiva


Author: Bárbara de Freitas Carli*, Gustavo Facchini, Vânia Renata Gonçalves, Giovana Valim Albigesi, Ana Lúcia Tabarini Alves Pinheiro, Adriano S. Pinheiro, Kelen Fabíola Arroteia, Samara Eberlin

Published at: June 10, 2025

O tape stripping é uma técnica não invasiva amplamente empregada para estudos cutâneos in vivo, comumente utilizada para avaliar a regeneração e o fortalecimento da barreira epidérmica, bem como a perda transepidérmica de água (TEWL). Apesar de consolidada nesses contextos, sua aplicação em análises microscópicas funcionais permanece pouco explorada. Neste estudo, investigamos a viabilidade da coloração de marcadores intracelulares com diclorofluoresceína diacetato (DCFH-DA), marcador de espécies reativas de oxigênio (ROS), em amostras obtidas por tape stripping, com o objetivo de estabelecer seu uso em estudos de imagem. Foram coletadas 50 fitas sequenciais da região do antebraço de um voluntário saudável, utilizando fitas Corneofix® (CK Electronic, Alemanha), uma fita adesiva especial desenvolvida para coletar corneócitos (fragmentos de células mortas), mas que se mostrou uma excelente alternativa também para a obtenção de células viáveis. As fitas de número 10 e 50 foram selecionadas para análise, representando camadas mais superficiais do estrato córneo e da epiderme, respectivamente. Após coloração com DCFH-DA, as amostras foram analisadas por microscopia de fluorescência. Para cada grupo (T10 e T50), foram avaliadas três imagens representativas. As fitas de número 10 apresentaram acúmulo de resíduos de estrato córneo, com média de 1,3 células fluorescentes por campo, enquanto as fitas de número 50 evidenciaram células viáveis com morfologia preservada e fluorescência intracelular, com média de 2,67 células por campo. Os resultados demonstram que o tape stripping pode ser uma ferramenta eficaz para análises microscópicas in vivo de marcadores intracelulares, cuja expressão pode ser modulada por formulações ou ativos. Além disso, a técnica possibilita a investigação da interação de ativos com o estrato córneo de forma minimamente invasiva. Trata-se de um avanço importante frente aos modelos ex-vivo, cuja viabilidade tecidual é limitada a curtos períodos experimentais. A incorporação de metodologias de imagem ao tape stripping amplia significativamente seu potencial de aplicação em estudos dermatológicos e cosméticos, especialmente aqueles voltados ao estresse oxidativo e à dinâmica celular epidérmica.