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Novos insights no processo de fotoenvelhecimento cutâneo induzido pela radiação infravermelha A
XXIII Congreso Latinoamericano e Ibérico de Químicos Cosméticos, Cancún, Quintana Roo, México, 15?17 Mayo 2017


Novos insights no processo de fotoenvelhecimento cutâneo induzido pela radiação infravermelha A
Postado por: Samara Eberlin em 01 de Junho de 2017

Além da radiação ultravioleta, o fotoenvelhecimento cutâneo vem sendo atribuído à radiação infravermelha A (rIVA), despertando o interesse da comunidade científica em avaliar as alterações estruturais promovidas por essa última na pele. Com o advento da política dos 3R’ (Replace, Refine and Reduce) as experimentações científicas destinadas aos produtos cosméticos ficaram restritas aos ensaios in vitro. Nesse sentido, a utilização de fragmentos de pele provenientes de cirurgia plástica eletiva apresenta-se como um substrato factível para preencher a lacuna mecanística entre os estudos in vitro e clínico. O objetivo desse trabalho foi comparar os efeitos da rIVA em biópsias obtidas de estudo clínico, cultura de fibroblastos e fragmentos de pele humana, através da quantificação de MMP-1, TIMP-1 e GADD45a com o propósito de validar/confirmar esses efeitos nos três substratos. Avaliou-se também o efeito da rIVA sobre a modulação da expressão gênica em larga escala (transcriptoma) utilizando como substrato fragmentos de pele humana. Voluntários humanos (biópsias), fibroblastos e fragmentos de pele humana foram expostos a rIVA para posterior quantificação proteica de MMP-1, TIMP-1 e GADD45a. Adicionalmente, os fragmentos de pele foram analisados por transcriptoma. Os resultados demonstraram que nos três modelos utilizados, a rIVA induziu aumento de MMP-1, inibiu a síntese de GADD45a e não alterou os níveis de TIMP-1. Adicionalmente, foram identificados pela primeira vez em modelo ex vivo, genes e vias biológicas que podem ser alvos importantes na avaliação de eficácia pré-clínica. Devido à correlação positiva dos três substratos estudados e a identificação de novos marcadores para avaliação de eficácia pré-clínica contra os efeitos da rIVA, pode-se sugerir a utilização do modelo de pele ex vivo por caracterizar-se uma ferramenta plausível e sustentável para suprir as deficiências entre os conhecimentos gerados a partir de experimentos in vitro e clínico.