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Estudo pré-clínico para avaliação de eficácia in vitro de produtos cosméticos na proteção contra os efeitos nocivos da radiação infravermelha-A


Estudo pré-clínico para avaliação de eficácia in vitro de produtos cosméticos na proteção contra os efeitos nocivos da radiação infravermelha-A
Postado por: Samara Eberlin em 09 de Junho de 2016

28º Congresso Brasileiro de Cosmetologia, São Paulo 12-14 Maio, 2015.

A radiação solar é a maior fonte de energia no planeta Terra e necessária para o desenvolvimento e manutenção da vida e das condições climáticas. A radiação eletromagnética emitida pelo Sol é composta por diversos espectros de comprimentos variáveis, sendo a radiação ultravioleta e infravermelha as mais abundantes. Por muito tempo, acreditou-se que o fotoenvelhecimento cutâneo fosse exclusivamente atribuído à radiação do tipo ultravioleta, mas ultimamente a radiação infravermelha tem despertado interesse da comunidade científica por causar alterações clínicas na pele similares àquelas observadas pela exposição prolongada à radiação ultravioleta. A exposição à radiação infravermelha está associada com o aumento da expressão gênica e proteica da enzima matriz metaloproteinase 1 que apresenta atividade proteolítica sobre componentes essenciais à manutenção da integridade e sustentação da pele, como o colágeno e elastina. Sendo assim, o objetivo deste estudo foi avaliar o efeito da exposição à radiação infravermelha A sobre culturas de fibroblastos humanos e a eficácia pré-clínica de doze (12) produtos cosméticos na proteção contra o fotodano causado por esta radiação. Para isso, fibroblastos humanos foram incubados com três (03) concentrações não citotóxicas de cada um dos doze (12) produtos cosméticos e submetidos à radiação infravermelha A para posterior quantificação da concentração da enzima matriz metaloproteinase 1 via ensaio imunoenzimático. Nossos resultados corroboram estudos prévios da literatura e mostram um aumento na concentração de matriz metaloproteinase 1 nas culturas celulares de fibroblastos somente expostas à radiação infravermelha A. Os doze (12) produtos cosméticos apresentaram reduções significativas na concentração de matriz metaloproteinase 1 em relação ao grupo somente irradiado em pelo menos uma das concentrações não citotóxicas analisadas. Os resultados obtidos permitem inferir que todos os produtos cosméticos avaliados exerceram um efeito protetor contra o aumento na síntese de matriz metaloproteinase 1 induzida pela radiação infravermelha A.